5 de ago. de 2012

Cantarolando Noel

Canto e conto Noel,
Mas nunca é do mesmo jeito.
Cada escola, cada criança.
A história toca de um jeito a cada encontro.
Tocas nelas, toca em mim.
Cada dia me divirto mais com as histórias desse moço.
Que a cada dia vive mais e mais.

Grata ao SESC São Gonçalo pela parceria no projeto.
Grata a minha equipe linda que amo.

Para Maribel



Maribel minha flor,
Muito agradecida pelo convite para a Semana Mundial do Brincar.
Há algum tempo você havia me pedido pra escrever sobre a importância do brincar.

Desculpa a demora, sou um pouco lenta pra escrever..
Mas te confesso, sou o que sou, porque continuo brincando.
Sou o que sou porque tive um infância repleta de brincadeiras com meus amigos na rua onde cresci.
Sou o que sou porque brinquei muito com os meus primos nas férias que passava em Porto de Galinhas.
Talvez se não tivesse sido essa criança que fui não saberia ao certo que adulta eu seria.

Eu acredito na alegria da brincadeira, do lúcido, do imaginário que nos permeia todo o tempo.
Eu quero e desejo que isso seja a minha vida e de todas as crianças.
E que os adultos nunca, mas nunca se esqueçam da criança que foram.

É isso, no final das contas é nisso que mais acredito.

Um cheiro gostoso em você.

Kika Farias

8 de jun. de 2012

A Inevitável História de Letícia Diniz

Quando cheguei no Rio de Janeiro em março,
a primeira coisa que fiz foi ir numa reunião com o Marcelo Pedreira.

O danado viu meu filme (Sonhos Roubados), me catou na internet e lá fomos nós para a nossa segunda reunião. Dessa vez na Avenida Augusto Severo, cenário da nova história. Lá, estava diante do aniversário do Marcelo e dos atores Michele Batista e Marcelo Carrera. Dois seres que iriam junto comigo colorir essa história.

Os dias se passaram o mês de março e abril passou voando. Ensaiamos, ensaiamos, ensaiamos e ensaiamos. Fizemos fono com a Marly Britto, li o livro, tomei algumas cervejas com as travestis na Lapa. Encarnei minha bicha dentro de casa e não sei como a Juliana Pontes me aguentou nesses dias. 
Foram dias de intensa busca dessa Alicinha que dia-a-dia eu vinha descobrindo dentro de mim mesma.

Os dias das filmagens chegou bem no período que a minha mãe estava aqui no Rio e pela primeira vez ela me acompanhou no set. E que bem por acaso foi em meados dos dias das mães, ou seja, a bichinha ganhou de presente uma filha traveca e um dia inteiro de filmagem. Foi tudo muito rápido, dois dias no total, mas passaria muitos e muitos dias enfurnada no set vivendo aquela história porque simplesmente amo o meu trabalho.


Salve, salve Marcelo Pedreira que juntou um monte de gente fera!

Vida Longa ao Curta.

Cantarolando Pixinguinha


Dia 23 de abril de mais ou menos 1897
Nasceu Alfredo da Rocha Viana Filho.
Curiosamente no Dia de São Jorge, santo guerreiro.

Ele nunca soube ao certo onde nasceu,
Nunca soube com precisão o ano que nasceu.
Mas cresceu, cresceu que foi uma beleza.
E no berço da casa dele e na mistura com a rua se fez Pixinguinha.

Pizindim, Pizindim, Bexiguinha, Pechinguinha, Pizindim, Pizindim, Bexiguinha, Pixiiii...inguinha!



E  eu, com um monte de orgulho no peito
REconto as histórias desse moço.
O Vicente Coelho faz as músicas com as crianças.
O Odin Muniz filma.
E os músicos Iuri Nicolsky e Gabriel Ballesté tocam.
Pelo menos foi assim em abril de 2012, na Escola Duque Estrada em São Gonçalo.









O Projeto Cantarolando tem a parceria do SESC São Gonçalo/RJ
Coordenado por Adriana Daltoé e Solange Rohem.




30 de mai. de 2012

O Periscópio

O Periscópio
História Diversas do Monteiro Lobato
Livraria Travessa do Leblon



Você nunca sabe o que pode acontecer quando você se propõe a formar uma roda, mas você pode se surpreender com a força de vê-la formando-se na sua frente. É uma experiência e tanto... 

ABZ do Ziraldo

A origem do mundo 
de Eduardo Galeano

Foto: Guilherme Lima

"Cada um brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais".

Longa “A Pelada” de Damien Chemin


O tempo vai passando passam-se quase três meses porém as sensações, os sentimentos, o aprendizado seguem firmes dentro do peito.

Quando Damien Chemin me convidou para fazer o filme “A Pelada” não sabia ao certo o que danado era o que ele queria dizer com esse título, mas foi aos poucos a custa de encontros e conversas que fui compreendendo o universo que ele gostaria de contar. Não sei se conseguiria definir com tamanho argumento como o Damien explica, mas simplificando diria que “A Pelada” brinca com o duplo sentido da própria palavra e com o jogo da vida do casal em crise tentando se achar. 

E lá fui eu, do Rio para Aracaju. Tinha comigo apenas a certeza de novas descobertas e isso por si só me esvaziava de qualquer expectativa. É como uma folha em branco pra ser escrita. Lembro-me agora de alguns sonhos especiais, mas o que mais recordo é do primeiro sonho que tive em Aracaju escrevendo num caderno novo, em sua primeira página em branco: mãos à obra!

O tempo foi passando e eu quase me esqueci do tempo, não sabia qual era a data, o dia, era capaz de perder as horas, vivendo somente o tempo das filmagens. Vez por outra acompanhava as fases da lua. Não teve carnaval certo, não teve outra coisa a não ser o tempo da obra.  E naquele lugar mágico e fazendo cinema conheci uma família nova, de cores, sotaques e línguas variadas. Foi tudo junto e misturado que construímos dia após dia o filme.

Sou muito grata a todos que estiveram de alguma forma envolvidos para realizarmos juntos essa história, em especial a Damien Chemin por ter acreditado que eu seria capaz de dar vida a Sandra.












Vida longa aos encontros!
E Bruno Pego, que seja "Doce mar doce que o doce da batata doce". 


(Fotos de Victor Balde)