30 de mai de 2012

O Periscópio

O Periscópio
História Diversas do Monteiro Lobato
Livraria Travessa do Leblon



Você nunca sabe o que pode acontecer quando você se propõe a formar uma roda, mas você pode se surpreender com a força de vê-la formando-se na sua frente. É uma experiência e tanto... 

ABZ do Ziraldo

A origem do mundo 
de Eduardo Galeano

Foto: Guilherme Lima

"Cada um brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais".

Longa “A Pelada” de Damien Chemin


O tempo vai passando passam-se quase três meses porém as sensações, os sentimentos, o aprendizado seguem firmes dentro do peito.

Quando Damien Chemin me convidou para fazer o filme “A Pelada” não sabia ao certo o que danado era o que ele queria dizer com esse título, mas foi aos poucos a custa de encontros e conversas que fui compreendendo o universo que ele gostaria de contar. Não sei se conseguiria definir com tamanho argumento como o Damien explica, mas simplificando diria que “A Pelada” brinca com o duplo sentido da própria palavra e com o jogo da vida do casal em crise tentando se achar. 

E lá fui eu, do Rio para Aracaju. Tinha comigo apenas a certeza de novas descobertas e isso por si só me esvaziava de qualquer expectativa. É como uma folha em branco pra ser escrita. Lembro-me agora de alguns sonhos especiais, mas o que mais recordo é do primeiro sonho que tive em Aracaju escrevendo num caderno novo, em sua primeira página em branco: mãos à obra!

O tempo foi passando e eu quase me esqueci do tempo, não sabia qual era a data, o dia, era capaz de perder as horas, vivendo somente o tempo das filmagens. Vez por outra acompanhava as fases da lua. Não teve carnaval certo, não teve outra coisa a não ser o tempo da obra.  E naquele lugar mágico e fazendo cinema conheci uma família nova, de cores, sotaques e línguas variadas. Foi tudo junto e misturado que construímos dia após dia o filme.

Sou muito grata a todos que estiveram de alguma forma envolvidos para realizarmos juntos essa história, em especial a Damien Chemin por ter acreditado que eu seria capaz de dar vida a Sandra.












Vida longa aos encontros!
E Bruno Pego, que seja "Doce mar doce que o doce da batata doce". 


(Fotos de Victor Balde)