9 de ago de 2012

em Pernambuco



Em Pernambuco me faço, me alimento.


Andei pela A Casa do Cachorro Preto revi amigos e segurei o choro pra começar as histórias. Olhei adiante e reconheci tanta gente que me faz como histórias, amigos antigos me me conhecem profundamente. Foi finalmente uma realização de um projeto antigo junto com o Raoni Assis. A Casa do Cachorro Preto tá linda, aconchegante, charmosa e tem tudo pra seguir adiante.


Depois fui às feiras, pelo Projeto Feiras Livres da FUNDARPE coordenador pela Amanda Senna. Outra experiência sem palavras... 
Foi praticamente uma intervenção poética nas feiras. Na feira de Ipojuca caminhei, brinquei, cantei. Na feira de Camaragibe, parei um forró e contei histórias diante de crianças grandes que bebiam as suas cervejas em início de dia. Experiência assim não há palavras pra descrever. Depois de tantos improvisos que uma feira pode te proporcionar, todos eles me abraçaram com abraços calorosos, diziam o tanto que eu era corajosa por ter parado o forró pra contar as minhas histórias. Ganhei dois Mentos, vinte e quatro reais e muitos sorrisos. 




6 de ago de 2012

a travessia na Livraria Travessa



Meu pai uma vez me perguntou:

- Ô minha filha, como é que você vive?
E eu disse pra ele:
- Pai, eu vivo de contar histórias!
Bem... ele ficou parado olhando pra minha cara meio que sem entender... mas é isso! 
Eu vivo de contar histórias!

Desbravar novos espaços, criar formas pra estar em exercício, dialogar com o público e ganhar um trocado. Sim.. claro... ganhar um trocado é necessário!

Contar histórias virou uma missão e uma profissão. Nesse mês que passou atravessei a Livraria Travessa com as histórias: Os amigos de MarceloTem uma janela na minha boca e Sapo Ivan e o coração. O que me fez pensar mesmo sobre a importância da parceria com a livraria para mim, pra eles e principalmente para o público. Fato que sou extremamente grata a Livraria em especial a Gilda, pois é nesse lugar que me mantenho contadora, que troco com o público, que me fortaleço e alimento a alma. 

5 de ago de 2012

Cantarolando Noel

Canto e conto Noel,
Mas nunca é do mesmo jeito.
Cada escola, cada criança.
A história toca de um jeito a cada encontro.
Tocas nelas, toca em mim.
Cada dia me divirto mais com as histórias desse moço.
Que a cada dia vive mais e mais.

Grata ao SESC São Gonçalo pela parceria no projeto.
Grata a minha equipe linda que amo.

Para Maribel



Maribel minha flor,
Muito agradecida pelo convite para a Semana Mundial do Brincar.
Há algum tempo você havia me pedido pra escrever sobre a importância do brincar.

Desculpa a demora, sou um pouco lenta pra escrever..
Mas te confesso, sou o que sou, porque continuo brincando.
Sou o que sou porque tive um infância repleta de brincadeiras com meus amigos na rua onde cresci.
Sou o que sou porque brinquei muito com os meus primos nas férias que passava em Porto de Galinhas.
Talvez se não tivesse sido essa criança que fui não saberia ao certo que adulta eu seria.

Eu acredito na alegria da brincadeira, do lúcido, do imaginário que nos permeia todo o tempo.
Eu quero e desejo que isso seja a minha vida e de todas as crianças.
E que os adultos nunca, mas nunca se esqueçam da criança que foram.

É isso, no final das contas é nisso que mais acredito.

Um cheiro gostoso em você.

Kika Farias